segunda-feira, março 30, 2009

E ao 3º dia...

... ainda há muito para digerir.

domingo, março 22, 2009

...

O sono foi tomando conta dos olhos de Sofia enquanto por entre os dedos se lhe escapava a última réstia de emoção.

Sem bonitinhos. Sem merdas.

sexta-feira, março 20, 2009

Mi frulla il cervello #3#

Belle parole non pascono i gatti.

quarta-feira, março 18, 2009

20.03.2008 - 17:01


sexta-feira, março 13, 2009

Ideia peregrina

Estou a pensar mudar o meu nome da próxima vez que for à Conservatória do Registo Civil.
Acho que "Maria da Ansiedade" me assenta melhor.
"Dadinha" para os mais próximos.

Fofinho, não?

quarta-feira, março 11, 2009

Serei mesmo?

segunda-feira, março 09, 2009

[...]

De quando em vez, caem [arranco] as crostas das cicatrizes recentes.
Não sei se será por masoquismo ou como medida de precaução.
Talvez caiam [as arranque] porque não as deixo sarar convenientemente.
Não as desinfecto como se impõe; apenas as passo por água e fico a soprar como quando tinha 10 anos, na expectativa de que passem com um beijo repleto de poderes curativos.
De qualquer das formas, quando caem [as arranco] obrigo-me a recordar como ali foram parar. Tento perceber qual foi o meu descuido ou falta de atenção para me magoar daquela forma.
Foi culpa minha apenas? Ou alguém me deu um encontrão e me atirou para o chão desamparada?
Nunca me lembro de todos os pormenores, mas enquanto fico a contemplar a pele rosa avermelhada que aparece por debaixo das crostas que cairam [arranquei], procuro reter mentalmente uma nota preventiva. Que evite que tropece outra vez.
Pelo menos na mesma pedra.

Untitled #2#

Em dias solarengos como o de hoje, a Sofia gosta de ficar deitada ao sol, ao mais puro estilo felino doméstico. Gosta de deixar que o calor lhe invada o corpo; de explorar todos os pensamentos que se vão sucedendo em flashes enquanto se vai esticando e enroscando ao sabor dos raios de sol.
O mais próximo que teve disto hoje foram uns breves minutos sentada num muro aqui perto. Foi tempo suficiente para que na sua cabeça se desenhasse um sem número de perguntas e inquietações. Não combateu nenhuma.
Deixou que cada letra de cada palavra de cada inquietação lhe absorvesse toda a atenção. Deixou-se estar de olhos cerrados, virada para dentro de si, alheia a quem passava e a tudo o que a rodeava.
Quando reabriu os olhos, as interrogações continuavam a pairar sobre si, umas mais densas outras já praticamente esfumadas.

A Sofia já não está a apanhar sol, mas a verdade é que as perguntas parecem ter-se colado às suas costas. Faça o que fizer, sente-as a ecoar na cabeça, a ocupar-lhe o pensamento e a retirar-lhe capacidade de concentração.

É possível estar com o coração num lado e com a cabeça noutro, mantendo o mesmo nível de intensidade?
O que por natureza não é nosso pode pertencer-nos algum dia?

domingo, março 08, 2009

Lições de vida

Foto da frente de combate aos fogos que devastaram a Austrália.

Recadinho #3#

"Life has taught us that love does not consist in gazing at each other but in looking outward together in the same direction."

Antoine de Saint-Exupery

terça-feira, março 03, 2009

JD. blues

Hoje sinto tanta falta do "cumo" e do "dezôito"...

Pronúncia do Norte - GNR e Isabel Sivestre

domingo, março 01, 2009

Il postino

Nem sempre leio os livros mal mos oferecem; mal os compro ou mal os trago para casa.
Gosto de, semanas ou meses mais tarde, passar por eles e sentir que de alguma forma me pedem para ser lidos.
O que estou a ler agora estava na minha estante já não sei há quanto tempo. Penso que o terei trazido da biblioteca do meu pai (tenho em mim um pouco de "pilha-livros", segundo ele), e é um clássico que fui sempre adiando. Ora porque estava a reler o que o neurologista recomendou, ora por uma outra série de justificações que agora não consigo precisar. Ontem, já recolhida no vale dos lençois, lembrei-me de voltar à sala e retirá-lo da estante.
Em boa hora. "O carteiro de Pablo Neruda" de Antonio Skármeta é, à semelhança da esmagadora maioria dos autores sul-americanos, viciante desde as primeiras linhas.
A história de Mário Jimenez, um jovem carteiro que tem como única função entregar a correspondência de Pablo Neruda. Com ele aprenderá, graças à poesia e amizade, as até então desconhecidas metáforas do amor. Uma bela lição não só de literatura, mas também da história política chilena.

Agora falta ver o filme...