terça-feira, julho 31, 2012

Só por causa das coisas...

segunda-feira, julho 30, 2012

Há uns meses, por causa do aumento do volume de trabalho e da minha cada vez maior dificuldade em delegar trabalho no estagiário adstrito ao meu departamento, recrutámos uma nova estagiária. Detestei as entrevistas. Em regra limitei-me a observar ou a solicitar algum esclarecimento em relação ao cv e à experiência profissional. Apareceu de tudo: gente com vontade de trabalhar, gente com pouca experiência, gente já batida nestas lides e até um rapaz sem um braço, a quem a minha colega, inconvenientemente, disse: "precisamos de duas mãos para trabalhar de imediato"...
Ao fim de umas semanas lá nos decidimos por uma rapariga de 24 anos, acabada de sair da faculdade e cheia de vontade de entrar no CEJ assim que a idade lho permita. Tanto eu como a minha colega de departamento saímos da entrevista com muito boa impressão: miúda decidida, sabe o que quer, boa postura...
Lá começou a trabalhar: primeiro passei-lhe as minutas daquilo que podia ser feito a partir de minutas; depois expliquei-lhe o que havia para explicar da relação com os clientes mais importantes e de como funciona a equipa. Entreguei-lhe uns quantos processos para que os analisasse de fio-a-pavio e lhes desse andamento. Primeiras perguntas disparatadas: ok, nunca trabalhou  e nunca mexeu nisto. Primeiros e-mails corrigidos: não sabe escrever... nice! Últimas tentativas: tarefas básicas de arquivo... tudo trocado.
Com isto, os meses foram passando e eu dei por mim a desistir dela. A não ter paciência para as perguntas repetidas e sem jeito nenhum e para o olhar vago, a preferir fazer directamente as coisas do que passar-lhas e ter que as rever depois. Não aconteceu só comigo. Invariavelmente, todo o trabalho que alguém lhe pedia ainda que devidamente explicado, vinha mal feito, ininteligível muitas das vezes.
Foi um notório erro de casting...

Não é difícil trabalhar comigo: tolero a preguiça, o empurrar com a barriga, o deixar para o último dia do prazo... mas, não suporto a burrice: irrita-me e torna-me impaciente. Passei pura e simplesmente a não contar com ela e a não lhe passar trabalho. Até que o boss perguntou qual o contributo dela para a equipa e a responsável-  que não pode assobiar para o lado como todos nós andávamos a fazer-, respondeu: a opinião geral é má! Não serve.
E pronto, hoje ao final da tarde, iniciei-me na bela tarefa que é ajudar a dizer alguém que não tem o perfil certo para isto (logo eu...); que não é pessoal mas não está a funcionar e todo um sem número de lugares comuns.
Ela fez a cama onde se está a deitar... mas não deixou de me custar horrores.
PS - À falta de dramas pessoais, deleito-me agora com os profissionais...

domingo, julho 29, 2012

Can it get any better?

Parece que em 2013, este senhor (Tudors e Match Point) vai ser o protagonista da nova série encomendada pela NBC Entertainment: "Dracula".
Vai desenrolar-se em Londres, em pleno período Victoriano e contará uma bela história de vingança e amor a atravessar séculos.
Não dá para apressar a coisa?

quarta-feira, julho 25, 2012

Ainda não foi desta

Independentemente do número de tentativas que venha a fazer não me parece que vá mudar muito de opinião. Tolero o sushi. Abomino sashimi.
 
Andamos demasiado com o olhar direccionado ao alto. Escapam-nos pormenores tão bonitos como o lago de peixes sobre o qual jantei.

60

Trabalhasse eu num sítio onde o acesso à net não fosse limitado e certamente este post teria sido colocado no dia certo e à hora certa: 24 de Julho às 17:30. O dia e hora em que o Meu Pai nasceu, há 60 Verões atrás.
60. Um número redondo que me parece demasiado pesado para a juventude de espírito que o Meu Pai encerra em si.
O Meu Pai é o meu melhor Amigo. E não há palavras para lhe agradecer.

domingo, julho 22, 2012

Instantes

sexta-feira, julho 20, 2012

Anda tudo à batatada por causa da qualidade (ou ausência dela) do hit literário do momento: "Fifty Shades of Grey". Até agora, nenhuma das críticas que li me despertou a mais pequena vontade de ler o dito livro. Confesso, aliás, que o facto de ser apelidado de "porno para mamãs" não é aquilo que eu chame boa publicidade...
Vou arriscar neste clássico. Nunca li Sade. É ver como a coisa corre.

segunda-feira, julho 16, 2012

Alive - a ressaca

Este foi para mim um festival sui generis. Não me deixei levar pelo stress (que aliás, sempre detestei) de estar à hora certa, quase em cima das grades, para ver sofregamente os concertos do início ao fim.   Cheguei cedo todos os dias e fui saltitando entre palcos, acompanhando com mais atenção os concertos que efectivamente me interessavam.
Decidi não correr para encontrar pessoas. Acabei por me cruzar com muitas, o que fez deste um fim-de-semana não só de festival mas também de revisitar memórias e mesmo de alargar horizontes. Encontrei pessoas que já não via há anos e de quem pouco ou nada fui sabendo, mas com quem senti o à vontade feito de muitos anos de proximidade e pessoas com quem vou mantendo o contacto que me parece razoável atendendo ao quanto gosto delas e o que significam na minha vida.
A música em si não foi divinal mas não desiludiu.
E eu por momentos fui miúda. Ainda que sem beijo na ponta do nariz.

quinta-feira, julho 12, 2012

Cerca de duas décadas depois... (!!!)

Ganhei um novo sorriso. :) Nao tive a mão da minha mãe para apertar e nao tive dores. Quer dizer... Nao contando com a hora de pagar! Mesmo assim, o saldo é claramente positivo. :)
Maravilhoso
Fotografia fora de série e uma história encantadora.
Acho que vou ver de novo.

terça-feira, julho 10, 2012

Borboletas

Com o indicador direito empurrava levemente o cubo de gelo que se afundava no copo largo de martini rosso. A cabeça levemente inclinada para o lado direito a acompanhar o bambolear do pé direito cruzado por baixo da saia verde, de corte revivalista. No olhar, o brilho envergonhado de quem se permite baixar as guardas. A conversa era simples mas invulgar, pincelada com o sentido de humor delicado e constante que deu o mote para o entusiasmo inicial. Linear e saboroso.

segunda-feira, julho 09, 2012

Music to my ears

"(...) ajudar a moderar (...)"

quinta-feira, julho 05, 2012

Pão e circo

Ainda que o espaço tenha estado por nossa conta até cerca da uma da manhã, mais uma vez confirmei que o Urban não será muito a "minha praia".
Valeu pela paisagem de final de dia e pelo jantar em registo out of the office.

terça-feira, julho 03, 2012

Dia de julgamento #1#

Para mim, que odeio acordar cedo, não há nada mais criminoso do que marcar um julgamento para as 9 da manhã: é todo o stress do acordar, banho à pressa, pequeno-almoço, confirmar que há processo e que há toga, enfiar-me no carro e começar a stressar com os minutos a passar e os quilómetros por fazer. Mesmo que a coisa seja pertinho aqui de casa. Depois, é chegar ao tribunal e esperar por tempos indefinidos que chegue o senhor Juíz ou o senhor Procurador, que por motivos que nunca explicam, não conseguiram chegar à hora que estava marcada para todos...
Hoje foi dia de dois julgamentos (é ainda mais espectacular quando vem em dose dupla e quando entre cada tribunal há uma porrada de quilometros de distância).
Como não havia tempo para parar numa das muitas esplanadas das praias da Linha por onde passei hoje, vinguei-me ao final da tarde e fui espreitar o Mosteiro de Alcobaça antes de regressar ao escritório.
Foi coisa muito rápida pois ainda tinha trabalho à espera, mas talvez tenha sido o suficiente para despertar a nova "fixação", no que a História diz respeito: devorado que está um sem número de livros sobre Henrique VIII e Ana Bolena, está na altura de me dedicar a algo mais caseiro: D. Pedro e D. Inês de Castro.
Haverá amor mais louco e mais bonito?