sexta-feira, fevereiro 29, 2008

"Carnezzeria"

É a primeira das três peças de teatro incluidas no ciclo dedicado à encenadora italiana Emma Dante, a decorrer no CCB.
Uma família disfuncional vista de forma despudorada. Uma abordagem que nos prende do início ao fim da peça. Mesmo sendo em italiano da Sicília, graças à entrega dos actores ( absolutamente fantásticos), as legendas quase se tornaram desnecessárias. Tocou-me especialmente a comoção da actriz no final.
Nas próximas semanas, duas outras peças acerca da mesma temática.
A não perder.
E claro está, um muito obrigada ao R. pela lembrança.

PS - Recuso-me a escrever sobre os 90 euros que paguei hoje pelo reboque do meu carro aos senhores da Emel.
Nada estraga o meu dia.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

SIM

Fiquei sem palavras. Juro que fiquei. Mas quem me tivesse visto, teria percebido de imediato o efeito que tamanha surpresa provocou em mim: um sorriso aberto, que se mantém até agora apesar das poucas horas de sono e das muitas horas de viagem.
Ao pé da tua, a minha surpresa não foi nada.
Sim, sim, sim!!!! :)

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Mi frulla il cervello #1#

Há dias em que me irrita solenemente esta porcaria de conversa de ser profissional liberal. Não passa disso mesmo: conversa!
Irrita-me que quando digo que preciso de tirar um dia, me torçam o nariz e me façam sentir na obrigação de não faltar.
Irrita-me a falta de autonomia na condução dos processos; irrita-me fazer coisas com as quais não estou de acordo; irrita-me que duvidem quando digo que não, não é preciso juntar determinado documento, quando já fiz aquilo vezes sem conta e sei perfeitamente que está tudo ok tal como está.
Irrita-me que olhem para mim com o sobrolho arrebitado quando insisto que tenho razão. Como se estivesse obrigada a ouvir determinadas barbaridades técnicas e jurídicas de sorriso nos lábios.
Irrita-me profundamente que todos os meses tenha que passar uma porcaria de um recibo verde; irrita-me não ter direito a subsídio de férias e de Natal, irrita-me que as minhas férias estejam condicionadas às férias judiciais e à disponibilidade de agenda dos "séniores".
Irrita-me profundamente o facto de, quando estudei Deontologia Profissional, me terem tentado convencer que a profissão de advogado é a mais livre de todas.
Ahhhhhhhh!!! Estou que nem posso!

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Oito

Há oito anos saí de casa cedo. Meti-me no carro e fiz o caminho até à maternidade onde, horas antes, a minha tia acabava de pôr no mundo a minha prima mais nova.
Já não nascia uma menina na família há perto de 20 anos. Eu fui a primeira, seguida pelas "alentejanas" e finalmente, depois de cinco rapazes, veio ela. A última das netas.
Lembro-me vagamente de ter estacionado o carro no parque onde, muito provavelmente, 21 anos antes o meu pai tinha estacionado o Carocha para me ir conhecer.
Quando cheguei ao quarto a minha tia estava com um ar cansado e uma felicidade imensa estampada no rosto.
Encostada a ela, com um casaquinho de malha cor-de-rosa (óbvio!), estava uma boneca muito pequenina. Com um cabelo preto farto e espetado. Um sossego que só visto.
Há bocado liguei à boneca para lhe dar os parabéns: "Ó prima! Já faço oito! Não tarda nada faço 10!".
A M.R..
Diz quem nos conhece às duas que a rebiteza também lhe calhou nos genes.

domingo, fevereiro 24, 2008

Complicómetro

Talvez a culpa seja minha.
Por não saber como afastar as complicações e inquietações.
Por insistir na transparência.
Pela quantidade de perguntas que lanço sem pensar nas contra-perguntas.
O maior complicómetro está em mim?

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Matar saudadinhas...

Continua a saber bem vir ao escritório "velho": tirar um café na DeltaOffice, puxar uma garrafa de água da prateleira da copa, fazer o corredor em cima do tapete verde, entrar na sala que também já foi um bocadinho minha, e jogar conversa fora com a Princesa...
Raio de mania que tenho de me apegar às pessoas e aos lugares... :)

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

em devaneio #2#

Nem que eu me esforçasse, seria algum dia capaz de dar conta da dor que senti naquele dia aziago. Toda eu era ansiedade quando peguei no telefone. Toda eu tremia ao escutar a voz e a gargalhada mansinha. Toda eu me deixava levar pelo que já conhecia e não negava. E quando tudo em mim era por demais certo, a crueldade de ouvir, como prato que nem frio se serve, a confirmação do medo maior.

É da chuva. De certeza.

Que fico assim sem forças. Cansada mesmo depois de umas boas horas de sono... sem sonhos, sem espinhas. Fico a flutuar por cima da realidade. A rever mentalmente momentos e sensações. Às vezes acho que não tenho remédio.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Nos E.U.A. é assim que se faz política.

Vale a pena perder uns minutos: YES WE CAN

S. Valentim

Porque hoje é dia 14.
Porque a música me ficou no ouvido e teima em não sair.
Porque me lembra partilha.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

just 29.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Densidade


Uma varanda. Uma vista linda. Colinas por desbravar.
Dois putos crescidos. Dois idealistas.
Dá para eternizar momentos?

Post it #5#

"Those who which to sing, always find a song."

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

ai.

a seta apaixonou-se pelo vento
quis deixar-se levar pela sua força
voámos os dois na mesma direcção
mas o vento só vai para onde lhe apetece...

A inspiração anda meio fugida. Perdida em conversas, jantares com amigas e comemorações. Perdida em bilhetes que caem de cadernos antigos, em notas semeadas ao acaso. Perdida em mim. Na densidade de momentos. Nas surpresas boas, na descoberta. Na tentativa empenhada. Nas ausências pinceladas de presença.

domingo, fevereiro 03, 2008

29

Oggi, io sto tra la veglia e il sonno.