sexta-feira, junho 29, 2012
Um dia, quando for grande, também quero poder virar as costas à responsabilidade e meter-me num avião para ir beber copos e jogar à bola. Ou para ir fazer qualquer outra coisa, igualmente inadiável e/ou susceptível de provocar uma alteração na ordem natural do Universo. Nem que para isso tenha que deixar ao colo dos outros um menino de mais de 7 milhões de euros. Há pessoas que, efectivamente, perdem a graça à medida que lhes vamos conhecendo as manhas. E há outras que até metem dó de tão pequeninas e cobardes que são.
Dias como o de hoje, fazem-me sentir que a minha profissão, de liberal, só tem mesmo o nome.
quarta-feira, junho 27, 2012
Don't know for sure, just feel it.
Será qualquer coisa muito próxima a um comportamento compulsivo. Um vício talvez. Passos rotineiros alimentados pela adrenalina momentânea e fugaz do jogo vencido à partida. O fim sempre igual. O cansaço do vazio que não se preenche apenas com números.
Até ao dia.
segunda-feira, junho 25, 2012
sexta-feira, junho 22, 2012
quarta-feira, junho 20, 2012
segunda-feira, junho 18, 2012
Once a smoker, always a smoker
Com esta data não há engano possível: um ano sem cigarros.
Um ano com poucos dias em que não me apetecesse mandar a força de vontade com as urtigas e render-me ao vício. Um ano sem aquele cheiro entre os dedos, no cabelo e na roupa. Um ano sem restos de tabaco espalhados na carteira. Um ano de saídas, jantares, cafés e concertos sem o prazer de umas bafuradas de fumo. Fisicamente estarei melhor. Mais resistente. Mais saudável.
Mas esta é uma luta que está para durar.
sábado, junho 16, 2012
sexta-feira, junho 15, 2012
6
A dificil relação que tenho com a Matemática fez com que assinalasse o dia de ontem como o do sétimo aniversario deste cantinho. Vai-se a ver, é o sexto...
shame on me!
No entanto, e contando com o blogue anterior, há sete anos que me iniciei nestas lides.
:) Para o ano acerto.
quarta-feira, junho 13, 2012
Em dia de Santo António...
Os homens são engraçados quando sofrem um desgosto. Não se deixam ficar em casa como a esmagadora maioria das mulheres, a carpir mágoas e a amaldiçoar o dia em que aquela pessoa em particular fez isto ou aquilo.
Colam um sorriso à cara, vestem-se com as roupas que as anteriores lhes haviam elogiado e saem para a noite. Bolso cheio e goela seca. Bebem até o olhar ficar turvo e lançam charme o melhor que conseguem. Ganham a coragem que nos outros dias se lhes escapa por entre os dedos e entre olhares reveladores e shots de vodka, imperiais ou gins tónicos, vão deixando antever o gosto com que nos punham a mão. Farejam-nos o decote e sorriem com o gosto da antecipação. Porque já estão curadíssimos de toda a dor e toda a mágoa. Porque o que interessa é acabar a noite a pontuar.
No entanto, a dado ponto, se a conversa perde o tom libertino e superficial, lá lhes sai um suspiro mais profundo. Lá lhes foge a boca para a verdade e por entre o fumo dos cigarros deixam escapar o bichinho que os moi. Porque ser largado também lhes doi.
sexta-feira, junho 08, 2012
quinta-feira, junho 07, 2012
Porque eu não entendo se há tempos certos
O Meu Orgulho
Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"
Lembro-me o que fui dantes. Quem me dera
Não me lembrar! Em tardes dolorosas
Lembro-me que fui a Primavera
Que em muros velhos faz nascer as rosas!
As minhas mãos outrora carinhosas
Pairavam como pombas... Quem soubera
Porque tudo passou e foi quimera,
E porque os muros velhos não dão rosas!
O que eu mais amo é que mais me esquece...
E eu sonho: "Quem olvida não merece..."
E já não fico tão abandonada!
Sinto que valho mais, mais pobrezinha:
Que também é orgulho ser sozinha,
E também é nobreza não ter nada!
Não me lembrar! Em tardes dolorosas
Lembro-me que fui a Primavera
Que em muros velhos faz nascer as rosas!
As minhas mãos outrora carinhosas
Pairavam como pombas... Quem soubera
Porque tudo passou e foi quimera,
E porque os muros velhos não dão rosas!
O que eu mais amo é que mais me esquece...
E eu sonho: "Quem olvida não merece..."
E já não fico tão abandonada!
Sinto que valho mais, mais pobrezinha:
Que também é orgulho ser sozinha,
E também é nobreza não ter nada!
Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"





