quarta-feira, agosto 29, 2012

Diz que nasci com anca valga. Em teoria parece que é um defeito qualquer num osso ou algo parecido. Na prática, traduz-se numas dores filhas da p*** em determinadas actividades... bem como num agradável estalar de anca a cada movimento de rotação externa da perna direita. Isto era coisa que me chateava apenas de quando em vez, mas de há uns tempos para cá a constância das ditas dores, não só me vinha tirando horas de sono, como também retirando parte do gozo das aulas de spin.
Depois de uma primeira consulta com o ortopedista, na qual me senti, literalmente, um frango no espeto, tal a amplitude dos "alongamentos" que tive que fazer, fiz um rx pouco conclusivo que determinou a necessidade de fazer um novo exame complementar de diagnóstico: uma artro RM. Nome bonito para o degredo que foi. Meia hora deitada de papo para o ar com um outro médico a desinfectar-se e a fazer risquinhos com canetas na minha anca; seguida dum outro momento muito agradável em que me infiltrou uma porcaria de um líquido de contraste. Assim uma coisa muito agradável de se fazer, com uma agulha fininha ou qualquer coisa que o valha, a roçar no ossinho. Aconselho vivamente a meio da manhã. Para finalizar, a dita da ressonância. Mais quarenta minutos enfiada dentro dum tubo que mais parecia um estaleiro de obras, tal o barulho que se fazia sentir lá dentro (agradeço na mesma o facto de me terem dado uns phones e terem dito que estava a passar música para eu relaxar. na verdade, não serve de nada e só se ouve a máquina mesmo). Ordem expressa para não me mexer durante o exame todo. Pois claro. 40 minutos a aguentar sem mexer um músculo, com a sensação de ter uma faca cravada no rim direito, tal o conforto em que me encontrava. Ao fim de meia hora, comecei a contar a ver se me distraía da dor. Depois a tentar controlar a respiração. Até que se tornou insuportável e já com os olhos cheios de lágrimas, mexi, por segundos o corpo para me ajeitar. Pumba, a vozinha lá de dentro da cabine: "Mexeu-se, vamos ter que repetir parte do exame!"
Todas as asneiras que existem no Mundo passaram-me pela cabeça. E acho que ainda devo ter inventado umas quantas também. Disse que sim, que aguentava e fechei os olhos. A dor já era lancinante.
Quase tão forte como a dor que tinha sentido ao pagar os ditos exames mal cheguei: 415 euros.
Toma lá vai buscar.

segunda-feira, agosto 27, 2012

Podemos despedir-nos de algo que não chegou a começar?
 É possível sentir saudades se não houve tempo para criar memórias?

domingo, agosto 26, 2012

Férias 2012 - Parte I

 

quinta-feira, agosto 16, 2012

"É totalmente humano, então, ser melancólico e a única solução é aprender a viver com a nostalgia. Sorte nossa, a nostalgia pode passar de qualquer coisa de depressivo e triste a uma pequena chispa que nos dispara para a novidade, entregando nos a outro amor, a outra cidade, a outro tempo, que talvez seja melhor ou pior, nao importa, mas que será diferente. E isso é o que todos nos procuramos todos os dias: nao desperdiçar em saudades a nossa vida, encontrar alguém, entregarmo-nos um pouco, evitar a rotina, gozar o nosso quinhão da festa."

Trilogia Suja de Havana - Pedro Juan Gutierrez

De vez em quando gosto de regressar a este livro. Mais do que a crueza da realidade que retrata, fascina-me a clarividência desbocada do escritor.

segunda-feira, agosto 13, 2012


Em férias tudo parece mais simples.
Ainda que o incansável vento que se faz sentir lá fora, agite demasiado os pensamentos.

sexta-feira, agosto 10, 2012

O 96 também será sempre um bocadinho meu...

...o resto não sei.
No entanto, seja o que for, é verdadeiro.

segunda-feira, agosto 06, 2012

Não tenho memória de um Agosto com tanta gente a trabalhar. No escritório, em vez do silêncio e do sossego de outros anos, ouve-se o toque incessante dos telefones e as vozes misturadas de quem trabalha em openspace.
Há prazos para cumprir mais importantes que os prazos judiciais. Há os caprichos de clientes que, estranhamente, também parecem adiar as férias. Caprichos que obrigam a noitadas de trabalho ou a adiar um ou outro assunto que já se havia adiado há meses atrás.
O cansaço transparece em cada rosto que se cruza nos elevadores ou na copa. Tomam-se mais cafés, numa tentativa de manter o cérebro alerta; brinca-se menos e a gestão de tempo é criteriosa. Quanto menos intenso for o ritmo, pior a hora de saída.
E toda a gente sonha com as férias... toda  a gente anda em contagem decrescente.

A minha cabeça, de vez em quando, atravessa o oceano e muda de continente.

domingo, agosto 05, 2012

É pior no olhar ou no coração?

Veneno
s.m.
Qualquer substância que destrói ou altera as funções vitais; tóxico.
Peçonha.
Germe de corrupção moral.
Malignidade.
Interpretação malévola.

quarta-feira, agosto 01, 2012

5-O

Dois velórios em pouco mais de uma semana. Dois casais desmembrados. Duas mulheres que partiram antes dos respectivos.
Parte-me o coração ver o desnorte de quem fica.

As horas que passei a falar disto com o meu primeiro namorado...
Se há uma música nossa, é esta:

Are you open for trade
Your salvation, for something, for some thrills
Is a body of work for your inspection
You can trace, trace my concern
My concern

I've been looking for truth
At the cost of living
I've been afraid
Of what's before mine eyes
Every answer found
Begs another question
The further you go, the less you know
The less I know

I can feel your face
Gonna make it mine
I can be the man
I see in your eyes
Can you take my weight
Are we both too small
Know each other well
We've met before

Will we grow together
Will it be a lie
If it lasts forever, hope I'm the first to die
Will you marry me, can we meet the cost
Is the power of love worth the pain of loss
Can you pay the bill, will you keep the change
Are you here for the party, or are you here for the pain

I can feel your face
Gonna make it mine
I can be the man
I see in your eyes
Will we grow together
Will it be a lie
If it lasts forever, hope I'm the first to die
Hope I'm the first to die