segunda-feira, setembro 19, 2011

As cicatrizes são uma merda.
Não pelo aspecto exterior mas mais até por ficarem a moer em nós.
Doem sem sabermos porquê, incomodam e não conseguimos perceber o motivo.
Basta uma oscilação no tempo para se fazerem sentir.
Só atingimos a eventual razão do incómodo depois de algumas voltas à cabeça.
Mas as putas estão cá e não largam.

quinta-feira, setembro 15, 2011

Para finais de Novembro por cá


A Dangerous Method - Trailer

quarta-feira, setembro 14, 2011

Preciso andar

quinta-feira, setembro 08, 2011

Assumir falhas

A falta de habilidade para lidar com as surpresas faz com que nem sempre saiba dizer obrigada.
É defeito e (mau) feitio.

sexta-feira, setembro 02, 2011

"Ano é, aproximadamente, o intervalo de tempo que a Terra demora a dar uma volta completa em torno do Sol."

Pode o amor tornar duas pessoas incompatíveis?
Pode um sentimento tão raro e precioso determinar em simultâneo a impossibilidade de convivência?
Se sim, como se arruma depois esse sentimento? O que se faz à sensação de vazio que vai minando por dentro? Que retira as forças e torna tudo desinteressante e monótono, deixando o corpo anestesiado e a cabeça num rodopio de imagens e memórias interminável...
Voltam as imagens dos corpos enleados. Do calor partilhado e da sensação de segurança. As saudades dos dedos longos e das mãos perfeitas. Que me procuravam com ternura e impaciência. Às quais me entregava sem reservas e sem medo. Crente na imutabilidade do amor e na capacidade de regeneração. À espera que as feridas sarassem e de novo se voltasse a sentir a cumplicidade que de início aproximou e transformou em realidade o sonho que ambos havíamos adiado.
Como faço quando a saudade me queimar o peito? Quando precisar de te ver como de ar para respirar? Como esqueço os momentos bons? Forço a memória dos maus para justificar a necessidade da separação?


Lisboa, 06.09.2010.