quarta-feira, agosto 26, 2009

Os caminhos cruzam-se por razoes inexplicaveis. Por coincidencias inocentes que se vem a revelar essenciais. Depois, é todo um percurso de pequenos nadas aos quais atribuimos a importancia que entendemos. As interpretaçoes sao viciadas. Ve-se o que se quer ver. Fecham-se os olhos e cruzam-se os braços perante a perspectiva de risco e de desconhecido. Revive-se o passado. Vezes sem conta. O que de mau teve e que nao deixa margem para saudade. Revive-se outro. Pleno de diferentes grandezas e estados de alma. Da oscilaçao constante entre a euforia e a sensaçao de vazio e de silencio forçado... e que à distancia parecem suportaveis.
Completa-se mais um circulo e chega-se ao resultado menos provavel da equaçao: felicidade.
Fortemente suportada por frageis pilares de certeza que acabam por cair por terra ao primeiro abanao.
Inevitavelmente percorrem-se momentos e, inevitavelmente, surge a questao: terà a presença nos momentos mais importantes sido, realmente, o começo do fim?

terça-feira, agosto 18, 2009

Bologna I

Passagem relampago...
Pergunto-me se o Inferno sera tao quente como Bolonha em Agosto.... :)

segunda-feira, agosto 10, 2009

Pensamento do dia #9#

Chi va piano va sano e va lontano.

terça-feira, agosto 04, 2009

Sobre a cegueira #1#

Quando Sofia entrou para Direito, era ainda na sua faculdade que se encontrava disponível o material de estudo proposto pelos regentes e assistentes das várias cadeiras. Com o passar dos anos, passou a ter de se deslocar à faculdade de Medicina para obter os textos de apoio.
Enquanto esperava a sua vez para ser atendida, cumpria invariavelmente o mesmo ritual. Silenciosamente entrava no corredor que, ao que se lembra, dava acesso às salas de aula de Medicina e ao anfiteatro onde, a muito custo, assistiu às duas autópsias obrigatórias.
Nesse corredor, preenchido por estantes antigas repletas de frascos de todos os tamanhos, estavam expostos desde fetos com mal formações a órgãos sexuais femininos conservados em formol.
Achava aquilo tudo esquisito, principalmente os fetos de vários tamanhos, que a faziam sempre pensar no que teriam sentido os pais daqueles projectos falhados de descendência. Mas a sua curiosidade mórbida levava sempre a melhor e vez após vez, perdia largos minutos a ler todos os papelinhos colados nos frascos.
De ano para ano não havia sequer uma alteração nas descrições. Mesmo assim, insistia em lê-los vezes sem fim... Procurava talvez atingir mais do que os seus olhos míopes permitiam.
Há muito tempo que Sofia não percorre aquele corredor. Mantém no entanto a tendência para as abordagens repetitivas. Não obstante saber que nada acrescentam ao que já conhece.

segunda-feira, agosto 03, 2009

? #4#

"Caminante no hay camino, se hace el camino al andar."