sábado, janeiro 31, 2009

Programa para a noite

Com a chuva lá fora a não dar tréguas, o vento a assobiar e a tirar qualquer vontade de meter o pé na rua, vai ser este o programa para a noite de hoje. Naturalmente com o ar condicionado ligado e com a manta dos quadrados por cima das pernas.

O livro, no original "Lying on the couch" (na tradução perdeu-se o carácter ambíguo do título) é uma leitura reincidente, que desta vez está a saber melhor. Fantástico o mundo da terapia. Ou não fosse eu fã assumida.

Pensamento do dia #7#

"I do detest everything which is not perfectly mutual."
Lord Byron

segunda-feira, janeiro 26, 2009

17:40


É por momentos como este que continuo a achar que a linha mantém muito do seu encanto.

O tudo finalmente completo.

Durantes estes últimos meses quase senti saudades das vezes que aqui vinha, única e exclusivamente, para largar meia dúzia de palavras afiadas e carregadas de segundo sentido, que, ou não era capaz, ou não me davam oportunidade de descarregar de outra forma.
Nada de preocupante, no entanto.
Antevejo que, pouco a pouco, a acidez voltará.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

We're back!




Londres é assim daquelas cidades viciantes. A cada visita descobre-se um cantinho novo, um mercadinho típico, um monumento qualquer que por um ou outro motivo não tinhamos visitado antes. Esta última escapadinha ficou marcada pelos mercados e claro está pelos parques absolutamente fantásticos que nos mostram como manter espaços verdes em pleno coração de uma cidade.
Desde os mercados de Borough, Portobello e Convent Garden; ao Hyde Park e ao meu preferido, St. James, deu tempo para tudo. Ou não fossemos nós exímias atletas, que diariamente percorremos a cidade a pé, tornando o uso do daily card praticamente desnecessário.
Londres entranha-se.
PS - Esqueçamos o Hotel não sistra? :)

terça-feira, janeiro 20, 2009

x 12


Soube bem voltar.

Talvez a primeira notícia que li quando cheguei.

João Aguardela 1969-2009
Dos Sitiados, que ouvia há alguns anos atrás, ao projecto A Naifa que ouço hoje.
Sem palavras.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

For the next four days


@London, Uk.
See You!

O que nos faz como somos?

terça-feira, janeiro 13, 2009

Road

Não sei porquê mas esta música ficou-me no ouvido logo da primeira vez que a ouvi na rádio (talvez porque me faça lembrar uma outra que, por mais voltas que dê à cabeça, não consigo identificar).
Seria uma boa companhia de viagem.
E se eu saísse por aí? ...

domingo, janeiro 11, 2009

Ainda o MEC...

É um texto já com alguns anos. Ao qual volto de vez em quando porque, na génese, concordo com ele. E, se esse for o caso, cruxifiquem-me por partilhar um bocadinho desta visão dramática.

"(...) Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha.
Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". (...)
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.
Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

Elogio ao Amor - Miguel Esteves Cardoso - in Expresso

Metamorfose

Do Grego "metamórphosis":

mudança de formas;
transformação;
modificação;
transformação física ou moral.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Pensamento do dia #6#

"Love me when I least deserve it...
because that's when I really need it."

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Comentem vocês, se quiserem, que eu nem sei que diga...

Por causa das minhas frequentes cólicas renais, fui aconselhada a ir ao Hospital Egas Moniz para ser seguida em consultas de Urologia a ver se descubro que raio causa os malfadados cálculos. Já não é a primeira vez pois aquando da 5ª cólica também fui para lá reencaminhada. Assim como da 6ª, mas como a experiência anterior não tinha sido das melhores e tinha acabado por preencher aquele livrinho verde por me terem marcado uma consulta para as 9 e me terem atendido às 13 e 15 sem sequer um bom dia, acabei por ir adiando a coisa.
Entretanto, deu-se a 7ª e depois de outras peripécias, e graças à minha L. lá consegui uma consulta para hoje.
Era para estar no Egas cerca de vinte minutos antes da hora da consulta que desta vez era às 9 e 30. E eu estava. Passaram as 10. Nada. As 11. Nada. Chegaram as 12, e depois de me ter dirigido ao mesmo guichet pelo menos 3 vezes, - o mesmo onde mal cheguei tive que pagar a taxa moderadora -, dirigi-me a uma enfermeira que andava fora e dentro dos gabinetes e perguntei pelo médico: " Ah, ainda não a chamou? Espere lá que eu vou ver dele."
Fiquei depois com a sensação que a minha consulta, como tinha sido marcada directamente pelo Hospital da urgência, seria a única que tinha naquele dia.
Entretanto, a enfermeira mandou-me entrar e esperar por ele. Demorou mais 5 minutos.
Entrou. Levantei-me, estendi a mão e dei-lhe os bons dias.
Tinha um sorriso aparvalhado e ao mesmo tempo ar de poucos amigos.
E depois foi o que se segue:
M. - Então não anda a ter cuidado consigo?
Eu. - Desculpe?
M. - Não tem cuidado consigo, foi o que disse.
Eu. - Importa-se de explicar?
M. - Bebe água?
Eu. - Bebo sim.
M. - Bebe 2 litros?
Eu. - Não sei quantificar com precisão. Antigamente sei que bebia 4 garrafinhas por dia, pelo que pelo menos mais do que um litro bebia de certeza. Mas mudei de escritório e agora o sistema é diferente...
M - Não tem casa de banho? Beba da torneira.
(...)
Eu. - E as pedras formam-se porquê?
M. - ... chama-se L., posso tratá-la por LL?
Eu. - Chamam-me sempre L.
M. Vai fazer estes exames ao sangue e à urina, uma tomografia e um rx. Chegou a ver a pedra?
Eu. - Está aqui dentro deste papelinho.
M- Vai para análise.
Nesta fase, calou-se e ficou a olhar para mim com o mesmo sorriso aparvalhado que tinha quando entrou.
Eu. - Diga?
M. Nada.
Eu. - Está tudo?
M. - Sim.
Eu. Posso ir então?
M. - Sim.
(...)
Talvez eu não consiga transmitir o quão surreal foi a consulta, mas a sensação que tive quando de lá saí foi, primeiro, que mais uma vez me calhou um médico chanfrado; e segundo, que estes senhores deviam era estudar um bocadinho de psicologia e boas maneiras...

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Mi dispiace davvero

À sombra da bananeira é o pior sítio para se estar. Mesmo.
Corre-se o risco de adormecer e ver a vida passar ao lado.

Faltava este!

Finalmente consegui ver L'ultimo Bacio.
Um filme levezinho: as crises masculinas aos 30, as femininas aos 50, os amores e desamores, as traições, os casamentos, os divórcios, os filhos, etc etc etc.
Pena que este realizador meta os actores a gritar. Muito. Demais até.
Mas vê- se bem.
(Mais uma vez o Stefano a dar graça a isto tudo... - para quem não sabe, o senhor é casado com a Laeticia Casta...)
E sim, estou a ficar muito muito fã de cinema italiano.

A propósito de cinema...













Foram estes os filmes que vi na semana que passou. Todos italianos e todos recomendáveis, ainda que uns mais do que outros.

Comecei por ver "Le conseguenze dell'amore", um filme de 2004 que retrata de uma forma muito diferente da de filmes como "O Padrinho" ou mesmo séries como "Os Sopranos", a verdadeira natureza da mafia italiana. É pesadote mas vale muito também pelo desempenho do actor principal.
"Respiro" foi o segundo que vi, nesta minha saga de filmes italiano. É de 2002 e foi premiado com o Grande Prémio da Semana da Crítica e Prémio do Público, no Festival de Cannes. Passa-se numa pequena aldeola da Sicília e, para além do desempenho mais do que fantástico do puto mais novo, e da boa surpresa que foi a actriz principal, surpreende pela fotografia e pelo azul cristalino do mar.
Não satisfeita, passei para aquele que foi, sem dúvida o meu preferido: "Le Fate Ignoranti". Uma história maravilhosamente contada que nos mostra como podemos conhecer muito pouco das pessoas que nos rodeiam ou mesmo com quem partilhamos o mais íntimo de nós. Não me vou alongar em pormenores acerca deste porque acho que o melhor mesmo é verem. Dizer apenas que conta com o Sr Stefano Accorsi, o que também ajuda!
Por fim, "Dopo Mezzanote". O que menos gostei. Tem alguns pormenores engraçados; a história é gira, mas não me tocou por aí além.

The Changeling (2008)

E lá fui eu mais a princesinha fazer uso do convite duplo que ganhei num passatempo da Sic Mulher!
Foi por acaso, enquanto fazia um zapping nocturno, que vi o trailler e ouvi as regras do dito passatempo. Difíceis por sinal... :) Bastava enviar um e-mail a dizer onde queria assistir à anteestreia e pronto! Como devo ter demorado apenas 2 segundos desde que acabou a publicidade, no outro dia lá estava a confirmação na minha caixinha de e-mail!
Foi um bom pretexto para jantar com a S., matar saudades e meter a converseta em dia. (ninguém tem que saber que não resistimos a uma fatia de bolo brigadeiro no final pois não? :))
E voltando ao filme...
A Angelina está tão magra, mas tão magra que chega a ser quase aflitivo. Não sei se é preconceito meu, mas não é exactamente o tipo de papel que mais a vejo fazer. No entanto, a senhora vai bem. Não tanto como no "Girl Interrupted", mas pronto. O Malkovich está, como sempre, irreprensível.
Não costumo ser grande fã dos filmes do Clint Eastwood (à excepção do "Mystic River"), mas este vale a pena. É um bocado triste - baseado numa história verídica, o que ainda causa mais apertos no peito - mas aconselho.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

E 2009 começa bem!

Comigo mais uma vez contorcida com dores e a chorar que nem uma Madalena arrependida. Com um puro ataque de teimosia (e vá medo de agulhas) a tentar não ir ao Hospital. Escusado será dizer que tive que ir, pois as dores são intoleráveis e nem com analgésicos bomba a coisa amaina.
Vá lá que não foi mesmo na noite de 31 para 1. Foi na de 1 para 2 pois os meus rins são muito compreensivos.
Figurinha triste a minha, na sala de urgências, com as calças do pijama ligeiramente descidas e o sr. enfermeiro de seringa em riste a sair-se com piadinhas tipo "começas bem o ano, tu!"...
E viva a primeira cólica renal de 2009!