No Amor, sou e sempre fui ciumenta. Relativamente controlada. Imponho-me essa obrigação.
Regra geral, acho o sentimento mesquinho e revelador de insegurança. Mas sucumbo-lhe várias vezes e com intensidades diferentes.
Nos dias piores, quase cego. Fico capaz de levar tudo à frente, pontapear, esbofetear, praguejar, amaldiçoar e toda uma série de comportamentos pouco próprios e dignificantes. Em dias calmos, repito umas quantas vezes para mim mesma que é ridículo, desnecessário e cansativo, e lentamente volto a controlar o impulso.
Estou há meia hora a falar comigo baixinho...mas hoje não adianta!
Tenho ciúmes do que não conheço, do que não vejo, do que não vivo, do que me escapa.
E tenho o estômago às voltas.