sábado, novembro 24, 2012
sexta-feira, novembro 23, 2012
Não há certos nem errados. Deseja-se uma coisa que no imediato vai acontecendo.
Vive-se.
Dói a cara do sorriso aberto. Ainda que não se perceba como nem para quê.
Vive-se.
Dói a cara do sorriso aberto. Ainda que não se perceba como nem para quê.
sábado, novembro 17, 2012
Back to basics
Não consigo entender muito bem a afinidade/cumplicidade instantaneas. Não percebo como é que, relativamente a determinadas pessoas, se desenvolve um sentimento/conforto desta natureza, ao primeiro contacto. Mas acho inegável que é possível criar laços desta maneira.
Para mim, isso é tão possível que acredito mesmo no amor/paixão à primeira vista. Acho aliás que sempre que me apaixonei, foi desta forma. A última vez pode até dizer-se que terá sido em segundos. O que traz riscos acrescidos: anda já uma pessoa irremediavelmente com a cabeça no ar e com as borboletas em revolução no estômago quando toma conhecimento dos primeiros defeitos dificeis de digerir. E aí a coisa torce. Porque é tudo encarado a quente, sem pinga de racionalidade (um conceito recém integrado no meu dicionário e cujo significado ainda não se afigura fácil de alcançar). Trabalhar estas reacções e relativizar a importâncias das mesmas, tem sido um projecto meu do último par de anos.
Projecto que me parece ainda relativamente longe do fim (se é que alguma vez lá chegarei). Talvez seja por procurar esta tranquilidade que, inconscientemente, me apaixonei quase sempre por homens racionais, quase calculistas. Porque de alguma forma lhes invejo a ponderação.
Para mim, isso é tão possível que acredito mesmo no amor/paixão à primeira vista. Acho aliás que sempre que me apaixonei, foi desta forma. A última vez pode até dizer-se que terá sido em segundos. O que traz riscos acrescidos: anda já uma pessoa irremediavelmente com a cabeça no ar e com as borboletas em revolução no estômago quando toma conhecimento dos primeiros defeitos dificeis de digerir. E aí a coisa torce. Porque é tudo encarado a quente, sem pinga de racionalidade (um conceito recém integrado no meu dicionário e cujo significado ainda não se afigura fácil de alcançar). Trabalhar estas reacções e relativizar a importâncias das mesmas, tem sido um projecto meu do último par de anos.
Projecto que me parece ainda relativamente longe do fim (se é que alguma vez lá chegarei). Talvez seja por procurar esta tranquilidade que, inconscientemente, me apaixonei quase sempre por homens racionais, quase calculistas. Porque de alguma forma lhes invejo a ponderação.
Isto tudo a proposito de um mail antigo que para aqui encontrei, no qual se discutia, de igual para igual numa relação que nasceu hierarquizada, os passos a tomar depois de uma desilusão. Uma cumplicidade inexplicável que se destruíu por motivos que nunca vou entender, mas cuja explicação já não me interessa. De todo o modo, foi com saudade que li aquelas palavras. Da troca de ideias de cabeças tão distintas.

