quarta-feira, setembro 23, 2009

Rush of blood

A Sofia não era já ou estava prestes a deixar de ser estudante, por isso, aquele noite terá acontecido há cerca de 6 anos. O telemóvel estava invariavelmente em modo silencioso, o que não impedia que aquilo de que fugia se lhe colasse às costas. Talvez por isso fez o caminho de volta do clube de video a olhar para trás. O passo era acelerado. Diametralmente oposto à duração que desejava para aquele momento. No peito o coração galopava a dois compassos: o do medo e o do deslumbramento.
Chegou à porta de casa e não teve que erguer os olhos para a janela de portadas brancas da outra casa onde gostava de se sentar.
Sozinha na rua insistia mecanicamente nos mesmos argumentos. Dentro de si já nada significavam. Eram palavras ocas. Desprovidas de qualquer sentimento que não a mais pura indiferença.
Subiu ao quarto e fechou a porta. Pousou o telefone. Esqueceu a conversa e esperou o abraço que tardaria a chegar.
Terá vindo no tempo certo?

Please close the door behind you

Esboçou o melhor sorriso que conseguiu enquanto lentamente entrava no carro e fitava pela última vez os olhos escuros de formato amendoado e traiçoeiro.
Sabia que fraquejar seria o desastre completo.
Quedou-se pelo ar doce que reservava para poucos mas que frequentemente era visto como ironia.
Tudo se resumia a um conhecimento profundo nascido de momentos superficiais.
A justificação que dava a si ou aos outros?

quarta-feira, setembro 16, 2009

Bologna II - o post atrasado


Bologna. Via Rialto, 1. Via Castiglione,6.
Os meus 15 dias de Erasmus.
A Claudia, a Marcelina, a Ola, a Martina, a Yuka, O Joe, o Philip, o Mariano, o Toshi, a Lucia, o Kevin, o Constance, o Francesco, a Adriana...
15 dias que vão voltanto em mails, mensagens e promessas de reencontro. 15 dias como miúda... na cidade quente dos pórticos e das calçadas de pedra redonda.
Parte de mim ainda não quer aterrar.

segunda-feira, setembro 14, 2009

Das emoções alheias que adoptamos

Que surgem a uma distância incrivelmente próxima. Que levam às lágrimas e lembram fotografias a preto e branco pinceladas de futuro. Que nos fazem construir momentos que dificilmente terão algum ponto de contacto com o que foi realmente ou com as marcas que deixou. Que doem numa dor partilhada com partilha impossível. Porque a beleza do momento reside na exclusividade que o caracteriza.

Banda sonora do dia. Das antigas, mas sempre actual.

(...)
And you can swallow
Or you can spit
You can throw it up
Or choke on it
And you can dream
So dream out loud
You know that your time is coming 'round
So don't let the bastards grind you down
No, nothing makes sense
Nothing seems to fit
I know you'd hit out
If you only knew who to hit
And I'd join the movement
If there was one I could believe in
Yeah I'd break bread and wine
If there was a church I could receive in

'cause I need it now
(...)