quarta-feira, setembro 23, 2009

Rush of blood

A Sofia não era já ou estava prestes a deixar de ser estudante, por isso, aquele noite terá acontecido há cerca de 6 anos. O telemóvel estava invariavelmente em modo silencioso, o que não impedia que aquilo de que fugia se lhe colasse às costas. Talvez por isso fez o caminho de volta do clube de video a olhar para trás. O passo era acelerado. Diametralmente oposto à duração que desejava para aquele momento. No peito o coração galopava a dois compassos: o do medo e o do deslumbramento.
Chegou à porta de casa e não teve que erguer os olhos para a janela de portadas brancas da outra casa onde gostava de se sentar.
Sozinha na rua insistia mecanicamente nos mesmos argumentos. Dentro de si já nada significavam. Eram palavras ocas. Desprovidas de qualquer sentimento que não a mais pura indiferença.
Subiu ao quarto e fechou a porta. Pousou o telefone. Esqueceu a conversa e esperou o abraço que tardaria a chegar.
Terá vindo no tempo certo?

1 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

O discurso está a ficar hermético. Não percebo...

11:13 p.m.  

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