segunda-feira, abril 27, 2009

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quarta-feira, abril 15, 2009

Poemário #1#

Conta-mo outra vez, é tão formoso
que não me canso nunca de escutá-lo.
Repete-mo de novo, os dois da história
foram felizes até vir a morte,
ela não foi infiel, ele nem
se lembrou de enganá-la.
E não esqueças,apesar do tempo e dos problemas,
todas as noites sempre se beijavam.
Conta-mo mil vezes, se faz favor:
é a história mais bela que conheço.

Amalia Bautista

Thanks A.

terça-feira, abril 14, 2009

Há mais ou menos dois anos, escrevi isto. Estupidamente, com ligeiras adaptações, continua actual.

"Há muitos anos atrás, eu achava que a minha vida ia seguir um determinado rumo. Estava mesmo segura de que ia beneficiar de uma estabilidade que me acalmava. Para quem, como eu, tem alguma dificuldade em viver o momento sem sobressaltos, era uma perspectiva que me agradava. A vida foi-me ensinando que não seria assim. (...) Fui educada para um sentido de perfeccionismo que dificulta a aceitação dos erros mais insignificantes. Que torna os fracassos muito dificeis de digerir. Neste momento, por mais que me esforce e tente valorizar as coisas boas que tenho na vida, não consigo evitar uma certa insatisfação. Sinto que podia ser e fazer melhor. Ser mais zelosa com o trabalho, estar mais presente para a família e para os amigos. Cuidar mais de mim e dos meus sonhos. Não deixar que coisas sem importância me deitem abaixo. Perceber o que quero fazer realmente e ir atrás. Decidir se efectivamente quero ou não continuar a trabalhar nisto. Perceber de uma vez se fui talhada para isto ou não. Ajudava muito ter um feitio que permitisse mais facilidade em tomar decisões. Que não tenho. Consigo arrastar-me tempos infinitos até me decidir finalmente. O que não significa necessariamente que as decisões que tomo sejam muito pensadas. E neste momento, o que mais me incomoda nem é tanto isto, mas sim a forma como ando a viver e a exteriorizar esta fase da minha vida em particular: como se não houvesse amanhã e o mundo me fugisse debaixo dos pés."

terça-feira, abril 07, 2009

2ª Edição - Festa do Cinema Italiano



Começou na sexta-feira no King com a exibição de "Il passato è una terra straniera".
É um filme fortíssimo; bastante duro e que vem confirmar a genialidade do actor Elio Germano ( "Il mio fratello è figlio único"; "Io e Napoleone", "Respiro", etc etc).
Um filme a não perder. Mesmo.

quinta-feira, abril 02, 2009

Inventar

Sábado foi dia de confronto. Comigo. Com o pior e com o melhor de mim.
De tempos a tempos, torna-se imperioso que o faça. E que o faça sempre perante a mesma pessoa. Pela qual sinto uma empatia e confiança tão grandes, que me permitem chegar e oferecer o peito às balas sem medo de tombar ao primeiro ferimento.
Sou confrontada impiedosamente com aquilo que não gosto ou que na esmagadora maioria das vezes faço de conta que não vejo. A necessidade de crescer; gostar de mim como sou; apreender a confiar (antes de mais em mim, e só depois, consequentemente, nos outros); aprender a arriscar e tomar gosto nisso. Parar de repetir e arriscar inventar.
Fica sempre muito por dizer, muitas palavras que me escapam, tal é o turbilhão de sentimentos que se instala logo ao fim dos primeiros minutos.
São muitas as provocações, as palavras certeiras para as quais nem sempre estou preparada, mas que acabam por ter o efeito positivo de obrigar a mudar. Ou pelo menos de me obrigar a pensar se não valerá a pena optar por caminhos que por comodismo, medo de arriscar ou falta de coragem, não me atrevo a trilhar.
A evolução passa necessariamente por "inventar". Arriscar sem medo de julgamentos, pesos na consciência ou resultados inesperados. Ser capaz de me libertar de todas as correntes e algemas que faço questão de aplicar a mim mesma. Viver a liberdade a que tenho direito.
E ter a consciência de que, se alguma coisa der para o torto, nada me impede de inventar outra vez.