domingo, setembro 30, 2012
sexta-feira, setembro 28, 2012
quinta-feira, setembro 27, 2012
88.888km
Ontem cheguei a casa com o corpo completamente moído dos 700
quilómetros que percorri para fazer um julgamento na Póvoa de Varzim. Acho uma falta de respeito inacreditável que os Juízes marquem
diligências para as 10 da manhã sabendo que uma das partes é representada por Advogado
que vai de Lisboa.
Nestes dias maravilhosos, lá estou eu a saltar da cama às 6 da manhã, em esforço a viagem toda para não me deixar adormecer. Faço questão de ser minimamente pontual, o que me deixa em fanicos quando o trânsito ou qualquer outro impedimento, me faz perder minutos preciosos de viagem.
Depois, o que ainda gosto mais, é de chegar aos tribunais e os senhores juízes tentarem como todas as forças que têm, enfiar-nos um acordo pela goela abaixo. Pois claro! As partes têm Advogado há mais de um ano, mas só na presença dos senhores Magistrados é que se lhes afigura possível chegar a um entendimento. Mais viável se afigura esse entendimento quando, antes daquela data, estiveram já agendadas duas outras que foram desmarcadas precisamente para as partes negociarem extrajudicialmente. Não, os senhores Juízes acham que na sua majestática presença, finalmente, os pontos de divergência vão ser miraculosamente sanados...
Nestes dias maravilhosos, lá estou eu a saltar da cama às 6 da manhã, em esforço a viagem toda para não me deixar adormecer. Faço questão de ser minimamente pontual, o que me deixa em fanicos quando o trânsito ou qualquer outro impedimento, me faz perder minutos preciosos de viagem.
Depois, o que ainda gosto mais, é de chegar aos tribunais e os senhores juízes tentarem como todas as forças que têm, enfiar-nos um acordo pela goela abaixo. Pois claro! As partes têm Advogado há mais de um ano, mas só na presença dos senhores Magistrados é que se lhes afigura possível chegar a um entendimento. Mais viável se afigura esse entendimento quando, antes daquela data, estiveram já agendadas duas outras que foram desmarcadas precisamente para as partes negociarem extrajudicialmente. Não, os senhores Juízes acham que na sua majestática presença, finalmente, os pontos de divergência vão ser miraculosamente sanados...
Enfim, depois de meia hora quase a dizer que não, não havia
acordo possível, lá se iniciou a sessão. Duas horas e pouco e a coisa ficou
despachada. E não me parece que vá dar assim tanto trabalho ao senhor Juíz a
decidir...
Regressei no meio de chuvadas intensas, desejosa para chegar
a casa, tomar um bom banho e vegetar no puff. Escusado será dizer, que às 9 e meia, mais coisa menos
coisa, depois de ler mais umas páginas do livro que me tem acompanhado nas
ultimas semanas, estava mais para lá do que para cá...
Adormeci embalada pelas primeiras chuvas, agradavelmente
enroscada em mim mesma.
terça-feira, setembro 25, 2012
domingo, setembro 23, 2012
quinta-feira, setembro 20, 2012
Estes dias que passei nos Açores foram as minhas primeiras férias sozinha. A primeira vez que me meti num avião sem ter alguém à espera do outro lado.
Ao contrário do que receava, senti tudo de forma muito natural. Souberam-me bem os quase 600 quilómetros que fiz ao longo de toda a ilha de São Miguel. Pude repetir os sítios que mais gostei as vezes que me apeteceram e às horas que quis. Pude caminhar em silêncio sempre que as pernas e a cabeça o pediram.
Comigo seguiu um caderno novo, onde pouco escrevi. O que escrevi mais não é do que um registo cronológico da viagem.
Pensei no que tenho, no que não tenho e naquilo que às vezes acho que gostava de vir a ter. Acima de tudo, vivi os dias de forma natural e conciliadora. Quase como se tivessem servido para fazer as pazes comigo mesma.
Ao contrário do que receava, senti tudo de forma muito natural. Souberam-me bem os quase 600 quilómetros que fiz ao longo de toda a ilha de São Miguel. Pude repetir os sítios que mais gostei as vezes que me apeteceram e às horas que quis. Pude caminhar em silêncio sempre que as pernas e a cabeça o pediram.
Comigo seguiu um caderno novo, onde pouco escrevi. O que escrevi mais não é do que um registo cronológico da viagem.
Pensei no que tenho, no que não tenho e naquilo que às vezes acho que gostava de vir a ter. Acima de tudo, vivi os dias de forma natural e conciliadora. Quase como se tivessem servido para fazer as pazes comigo mesma.
terça-feira, setembro 11, 2012
segunda-feira, setembro 10, 2012
sexta-feira, setembro 07, 2012
terça-feira, setembro 04, 2012
Delayed effects
Por muitas voltas que se dê, há coisas que não são passíveis de explicação. Não vale a pena. Não é uma questão de vocabulário ou de gramátca. É pessoal. E a um nível tão extremo que qualquer tentativa de partilha, mais não é do que um vão exercício de português. Sei isto de cor e salteado. No entanto, de quando em vez, não resisto a tentar ver-me livre de parte das questões, para as quais nem eu nem ninguém saberá as respostas.
Devia fugir do que me faz mal, mas tenho um lado masoquista que me puxa para o sufoco.
segunda-feira, setembro 03, 2012
Enquanto me lembrar da viagem de comboio de ontem entre Coimbra e Lisboa, cheira-me que não vou meter os pezinhos nos maravilhosos serviços da CP.
É verdade que não têm como controlar o surgimento de incêndios e respectivas consequências. E ainda bem que tiveram o bom senso de não se lançar às cegas apenas para cumprir horários e evitar os custos dos planos de contingência. Mas a verdade é que a desorganização, a falta de profissionalismo e a desconsideração pelos utentes, é tão, mas tão notória, que ficaram muito mal na fotografia.3 horas parados dentro das carruagens sem informações, autocarros à pinha a fazer ligações disparatadas entre as estações de Pombal e Fátima e um total de 6 horas e meia para fazer Coimbra-Lisboa. 7 horas e meia se contar com o tempo que levei depois a chegar a casa.
Um fim-de-semana que se queria de descanso, acabou por ser de nervos. Comecei a semana da melhor maneira: pedrada de sono e a sonhar com férias.





