quinta-feira, setembro 27, 2012

88.888km

Ontem cheguei a casa com o corpo completamente moído dos 700 quilómetros que percorri para fazer um julgamento na Póvoa de Varzim. Acho uma falta de respeito inacreditável que os Juízes marquem diligências para as 10 da manhã sabendo que uma das partes é representada por Advogado que vai de Lisboa. 
Nestes dias maravilhosos, lá estou eu a saltar da cama às 6 da manhã, em esforço a viagem toda para não me deixar adormecer. Faço questão de ser minimamente pontual, o que me deixa em fanicos quando o trânsito ou qualquer outro impedimento, me faz perder minutos preciosos de viagem. 
Depois, o que ainda gosto mais, é de chegar aos tribunais e os senhores juízes tentarem como todas as forças que têm, enfiar-nos um acordo pela goela abaixo. Pois claro! As partes têm Advogado há mais de um ano, mas só na presença dos senhores Magistrados é que se lhes afigura possível chegar a um entendimento. Mais viável se afigura esse entendimento quando, antes daquela data, estiveram já agendadas duas outras que foram desmarcadas precisamente para as partes negociarem extrajudicialmente. Não, os senhores Juízes acham que na sua majestática presença, finalmente, os pontos de divergência vão ser miraculosamente sanados...
Enfim, depois de meia hora quase a dizer que não, não havia acordo possível, lá se iniciou a sessão. Duas horas e pouco e a coisa ficou despachada. E não me parece que vá dar assim tanto trabalho ao senhor Juíz a decidir...
Regressei no meio de chuvadas intensas, desejosa para chegar a casa, tomar um bom banho e vegetar no puff. Escusado será dizer, que às 9 e meia, mais coisa menos coisa, depois de ler mais umas páginas do livro que me tem acompanhado nas ultimas semanas, estava mais para lá do que para cá...
Adormeci embalada pelas primeiras chuvas, agradavelmente enroscada em mim mesma.

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