quarta-feira, março 28, 2012
Durante o dia devo escrever se não centenas, dezenas de e-mails. Em regra, voltam a aparecer-me meses mais tarde quando por algum motivo mais ou menos jurídico, sou forçada a repescá-los e verificar ao certo o que foi que disse ou recomendei.
A não ser que o teor seja altamente específico ou esteja associado a algo que tenha implicado mais estudo ou algum susto tipo prazo quase queimado, bacorada que só se viu muito depois de ser tempo de emendar, o certo é que, na esmagadora maioria das vezes, releio os emails sem que me assalte a mínima recordação de os ter escrito.
Isso faz com que questione o motivo pelo qual há outras coisas que me ficam gravadas na cabeça como se fossem tatuagens. Não só palavras, que retenho na memória por tempos infinitos mas os momento em que me foram ditas e o que me fizeram sentir.
A chamada memória selectiva de merda.
terça-feira, março 27, 2012
quinta-feira, março 22, 2012
segunda-feira, março 19, 2012
Menina do Papá
Graças ao meu Pai, tenho uma considerável reportagem fotográfica da minha meninice. Com direito a notas com o dia do mês , o ano em que foram tiradas e a identificação dos respectivos locais.
Esse lado metódico - que, geneticamente, não me foi passado- faz com eu saiba que no dia 13 de Julho de 1980, com 17 meses e picos, estava na varanda dos meus avós a folhear um qualquer livro ou revista. Explica também que saiba que, a 28 de Julho do mesmo ano, estive na Praia da Leirosa em amena cavaqueira com duas francesinhas da mesma idade que eu ou um pouco mais velhas.
Este hábito foi continuando pelos anos fora, razão pela qual consigo, em regra, associar fotos a momentos e locais, ainda que já tenham mais de 20 ou 25 anos.
Hoje é, institucionalmente, o Dia do Pai.
Hoje é, institucionalmente, o Dia do Pai.
E se manifestar o Amor que tenho pelo meu dependesse apenas de algo tangível, a foto que aqui deixaria para assinalar o dia, é de umas férias de Verão na Figueira da Foz.
Eu tinha 3 anos e o meu Pai perto de 30. Estou pendurada na protecção do lago do jardim onde ia todos os dias alimentar os patos, com um vestido azul turquesa que sempre adorei. O meu pai segura-me e ambos olhamos na direcção da minha mãe com um sorriso calmo no rosto.
A felicidade pura.
Da menina e do Papá.
domingo, março 18, 2012
quarta-feira, março 14, 2012
segunda-feira, março 12, 2012
sexta-feira, março 09, 2012
Às vezes lembro-me de ti e tento imaginar a tua vida com essa mudança de que me falaste há tempos. Recordo uma das últimas conversas em que, sabiamente, me alertaste para a dor maior que um dia havia de chegar. Eu, tola, encolhi os ombros e disse: eu sei. No fundo não sabia. Ou sabendo, não queria ver: na maior das ingenuidades acreditava numa ligação inexplicável. A mesma ligação que em lágrimas de raiva invocaram perante mim quando partilhei a tua evolução. A amiga maior em mim não foi capaz de dizer que achava que tinhas feito o que devias. Que tinha que ser assim e que a culpa era dos dois.
Depois de tudo o que se passou e de tudo o que sei sem saber se tu sabes, o mínimo que podia fazer era reforçar que acho a tua felicidade merecida e que o vosso final talvez seja mesmo, incontornável.
Ainda que, até ao dia de hoje, eu continue a achar que há finais sem justificação. E que talvez por isso mereçam mesmo acabar.

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