segunda-feira, fevereiro 18, 2008

em devaneio #2#

Nem que eu me esforçasse, seria algum dia capaz de dar conta da dor que senti naquele dia aziago. Toda eu era ansiedade quando peguei no telefone. Toda eu tremia ao escutar a voz e a gargalhada mansinha. Toda eu me deixava levar pelo que já conhecia e não negava. E quando tudo em mim era por demais certo, a crueldade de ouvir, como prato que nem frio se serve, a confirmação do medo maior.

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