[...]
De quando em vez, caem [arranco] as crostas das cicatrizes recentes.
Não sei se será por masoquismo ou como medida de precaução.
Talvez caiam [as arranque] porque não as deixo sarar convenientemente.
Não sei se será por masoquismo ou como medida de precaução.
Talvez caiam [as arranque] porque não as deixo sarar convenientemente.
Não as desinfecto como se impõe; apenas as passo por água e fico a soprar como quando tinha 10 anos, na expectativa de que passem com um beijo repleto de poderes curativos.
De qualquer das formas, quando caem [as arranco] obrigo-me a recordar como ali foram parar. Tento perceber qual foi o meu descuido ou falta de atenção para me magoar daquela forma.
Foi culpa minha apenas? Ou alguém me deu um encontrão e me atirou para o chão desamparada?
Nunca me lembro de todos os pormenores, mas enquanto fico a contemplar a pele rosa avermelhada que aparece por debaixo das crostas que cairam [arranquei], procuro reter mentalmente uma nota preventiva. Que evite que tropece outra vez.
Pelo menos na mesma pedra.

2 Comentários:
5*
eu também as arranco.
Para quando uma nova sessão tripla de cinema brasileiro? :)
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