PT/HUC
Há uns anos atrás, o telefone tocou em casa dos meus pais. Não me lembro do mês certo em que aconteceu, nem do dia, nem da hora. Calculo agora que tenha sido pelo final da tarde.
Era um telegrama para mim. Coisa que nunca me tinha acontecido. Claro que o meu paizinho, fez favor de dizer à senhora telefonista que, se era urgente, lhe podia transmitir a ele que depois me comunicaria.
A tal urgência era um convite para jantar e cinema. Fiquei muda. A rebentar de felicidade por dentro, mas incapaz de dizer que sim. Incapaz de soltar uma palavra. De fazer fosse o que fosse.
Estupidamente, não dei qualquer resposta. Nem o "sim", como estava morta por dizer, nem o "não" como sentia obrigada a responder. Nunca me esqueci desse dia.
Há minutos, perdida no meio de resmas de papéis, com a hora de almoço a ser preenchida por trabalhos em atraso, o fax ali na copa apitou.
O segundo telegrama em toda a minha vida. Não é um convite, mas vale muito mais do que isso.
Hoje fala-se de certezas.
Como é que eu me sinto?
:)

3 Comentários:
ó Carlos Alberto, não se percebe nada do que dizes, pá!
Foi mais qualquer coisa tipo:
Hum? Hum? Mas o quê? Onde? Quem?
Ah.... ups... e agora???? :)))
A Prima Donna a pontuar, hein???
Boa, Di!!!!! ;)
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