Das várias formas de ingenuidade...
Se estivesse a escrever alguma peça para tribunal, seria assim que identificaria o assunto antes de começar a articular: "Das várias formas de ingenuidade". E depois continuaria por pontos. Fria e racionalmente. Mas não estou, por isso, vai mesmo assim.
Sou perita em todas as formas de ingenuidade. Escolham uma forma e eu domino. Sem haver quem me possa colocar em perigo de perder o lugar no pódio.
Sou perita em acreditar demasiado nas pessoas. Achar tudo perfeito ou a caminho da perfeição. Lembro-me que, há uns tempos atrás, quando fechei de vez uma porta que mantive demasiado tempo aberta, me disseram que um dos meus traços mais visíveis era ver a vida de forma cor de rosa. Na altura, ainda que tivesse concordado com a observação, pensei que me ia ser mais difícil voltar a encarar o mundo com a mesma perspectiva sonhadora, do que efectivamente foi.
No fundo, a experiência de vida (por muito pouca que fosse) já me havia ensinado que poucos são os desgosto dos quais não se recupera. Demore mais ou menos tempo, as coisas entram nos eixos novamente.
Confirmei isso mesmo. As angústias que sentia foram passando e deram lugar à mesma L. de sempre. Sonhadora, apaixonada, capaz de se entregar sem reservas.
Fiquei contente por isso. Acho sempre que as coisas só valem a pena quando damos tudo de nós. Argumento que, bem ou mal, sinto que sigo quase exclusivamente no amor. O meu grande projecto de vida. Amar sem reservas e ser amada de igual forma. Amar daquela maneira que leva a não impor barreiras. A partilhar tudo e querer que tudo na outra pessoa nos pertença um bocadinho.
Talvez por isso; por me guiar por estes ideais, quaisquer desilusões que apanhe sejam tão amargas e causem, invariavelmente, aquela dor fininha que dilacera o peito e dificulta a respiração.
Olaré.

2 Comentários:
Então, sis!
A fingir que te envio o bonequinho do abraço... e este é bem forte, vale??
miminho e cafuné
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