segunda-feira, março 09, 2009

Untitled #2#

Em dias solarengos como o de hoje, a Sofia gosta de ficar deitada ao sol, ao mais puro estilo felino doméstico. Gosta de deixar que o calor lhe invada o corpo; de explorar todos os pensamentos que se vão sucedendo em flashes enquanto se vai esticando e enroscando ao sabor dos raios de sol.
O mais próximo que teve disto hoje foram uns breves minutos sentada num muro aqui perto. Foi tempo suficiente para que na sua cabeça se desenhasse um sem número de perguntas e inquietações. Não combateu nenhuma.
Deixou que cada letra de cada palavra de cada inquietação lhe absorvesse toda a atenção. Deixou-se estar de olhos cerrados, virada para dentro de si, alheia a quem passava e a tudo o que a rodeava.
Quando reabriu os olhos, as interrogações continuavam a pairar sobre si, umas mais densas outras já praticamente esfumadas.

A Sofia já não está a apanhar sol, mas a verdade é que as perguntas parecem ter-se colado às suas costas. Faça o que fizer, sente-as a ecoar na cabeça, a ocupar-lhe o pensamento e a retirar-lhe capacidade de concentração.

É possível estar com o coração num lado e com a cabeça noutro, mantendo o mesmo nível de intensidade?
O que por natureza não é nosso pode pertencer-nos algum dia?

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