sexta-feira, julho 03, 2009

03/07/09

O acontecimento não tinha hora marcada mas tinha local e dia certos. Seria daqueles dias que marcam a vida para sempre. Um dia em que, de alguma forma, se partilharia a alegria e o orgulho pela sensação de ter sido atingida uma das grandes etapas. Seria a continuação do que se vinha construindo, agora com mais proximidade.
Mentalmente iam-se riscando os dias no calendário enquanto, inconscientemente, se ia idealizando o momento: o abraço apertado; o beijo sentido; o sorriso aberto e a noite partilhada.
O momento chegou. Não faltam anos, nem meses, nem dias. É hoje. Está a ser hoje. E não há palavras para descrever o sentimento de ausência. A sensação de ter sido roubado um momento que nos pertencia; que era certo, justo e merecido. Fica apenas a memória do que podia ter sido... fica o filme a preto e branco de um sonho feito de luz que se tornou sombra.

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