A coimbrinha que há em mim.
Do alto das sandálias douradas, ligeiramente espartilhada no vestido preto de decote profundo, fingia dançar o tango no meio da rua. O sorriso que lhe ornamentava o rosto servia de fraco disfarce para toda a mágoa que o seu olhar deixava transparecer.
Ainda assim, insistia em permanecer naquela movimentação mecânica, como se o fingimento aparente a libertasse dos pensamentos.

2 Comentários:
:) cumplice
;)
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