Ontem, quando cheguei ao escritório ao final da tarde, depois de um julgamento difícil e cansativo, o advogado mais velho que me passou o processo recebeu-me a cantarolar: "oliveirinha da serra, o vento leva a flor..."Apesar de me sentir como se tivesse sido atropelada por um tractor, naturalmente sorri.Há um motivo muito simples para ter tido esta recepção: é que neste julgamento, depois de uma inspecção ao local, fomos convidados a alegar no próprio local! Era isto ou fazer mais não sei quantos quilómetros para voltar à sala de audiência. Não fomos de modas: 5 advogados alegaram debaixo de uma oliveira na berma da estrada; única forma de amenizar os efeitos da temperatura que rondava os 35 graus!
Hoje que faz 9 anos que perdi o meu avô, sinto de forma um bocadinho mais intensa esta tristeza que me acompanhará sempre. Por não lhe poder contar nada das coisas que me vão acontecedo, mas acima de tudo por ele não me ter sequer visto acabar o curso.

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