Não está a trovejar, mas lembrei-me.
Quando eu era muito, muito pequenina, os meus pais ainda estudavam à noite.
Normalmente eu só adormecia depois de eles chegarem a casa e brincarem um bocado com a "Quicocas". Quem tinha que gramar comigo aos pulos em cima da cama era a minha avó C. Nas noites de temporal, eu assustava-me com os trovões e ficava a olhar para ela com os olhos muito abertos e cheia de medo.
Foi com a minha avó que aprendi:
"São Gregório se levantou,
seus pés e suas mãos lavou,
seu cajadinho tomou,
seu carreirinho andou,
Nossa Senhora lhe perguntou:
Para onde vais São Gregório?
Vou derramar estas trovoadas,
que por cima de nós andam armadas.
Derrama-as bem derramadinhas,
para matos maninhos,
para onde não haja cabra com cabritinho,
nem vaca com bezerrinho,
nem mulher com menino,
nem beira nem leira,
nem pé de figueira,
nem coisa que o Senhor não queira,
nem pedra de sal nem coisa que faça mal."
Normalmente eu só adormecia depois de eles chegarem a casa e brincarem um bocado com a "Quicocas". Quem tinha que gramar comigo aos pulos em cima da cama era a minha avó C. Nas noites de temporal, eu assustava-me com os trovões e ficava a olhar para ela com os olhos muito abertos e cheia de medo.
Foi com a minha avó que aprendi:
"São Gregório se levantou,
seus pés e suas mãos lavou,
seu cajadinho tomou,
seu carreirinho andou,
Nossa Senhora lhe perguntou:
Para onde vais São Gregório?
Vou derramar estas trovoadas,
que por cima de nós andam armadas.
Derrama-as bem derramadinhas,
para matos maninhos,
para onde não haja cabra com cabritinho,
nem vaca com bezerrinho,
nem mulher com menino,
nem beira nem leira,
nem pé de figueira,
nem coisa que o Senhor não queira,
nem pedra de sal nem coisa que faça mal."

1 Comentários:
Só boas recordações, que nos deixam as avós;)
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