Some do it better
Trabalhar em open space para mim tem a vantagem inequívoca de ajudar a criar espírito de equipa. De facilitar a comunicação, a troca de ideias, as discussões jurídicas,etc.
Tem por outro lado o contra da falta de privacidade, da confusão que se pode instalar quando por exemplo 5 dos 10 recebem ou fazem chamadas de trabalho em simultâneo, ou o inconveniente e incómodo de dificultar a concentração quando é necessário "entrar de cabeça" num qualquer processo.
Cada um de nós tem os seus métodos para lidar com estas dificuldades: eu pego nos phones e entro em modo de hibernação.
Para além das chamadas de trabalho, naturalmente, todos temos vida fora daqui, pelo que os telemóveis (que estão sempre em modo silencioso) vão tocando à medida que os pais, amigos, colegas, namorados, namoradas, maridos e mulheres, ligam para saber como está a correr o dia, para dar um recado, para resolver um problema mais urgente, ou simplesmente para combinar um almoço ou uma saída.
Acontece com todos sem excepção. Em regra, levanto-me e atendo as chamadas no deck.
Há, no entanto, um colega que é o campeão das chamadas. Não só o trabalho dele consiste basicamente em contactar com os clientes para resolução extrajudicial de litígios, como também arranjou uma mulher que, em média, lhe liga 10 vezes por dia. Nos dias bons. Nos outros é sentir o telemóvel a vibrar incessantemente em cima da secretária enquanto toda a gente abafa o risinho provocado pela insistência da senhora...
Hoje foi um dia difícil. Deve ter ligado 20 vezes. Nas últimas 5 ele já bufava antes de atender.
Os motivos podem ser tão importantes como este: "o carro entrou na reserva agora, dá para ir de oeiras a lisboa?"...

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