segunda-feira, fevereiro 14, 2011

É tão fácil dizer que alguém nos desiludiu. Apontar o dedo, criticar, desfiar um rol imenso de ofensas que achamos que nos fizeram, faltas de respeito, quebras de confiança e desapontamentos.
Mas seremos nós capazes de passar o nosso próprio comportamento pelo crivo da desilusão que podemos ser para os outros? Analisar as dores que causámos ou podemos causar com eventuais más escolhas? Com precipitações? Com julgamentos inconsequentes? Seremos nós capazes de interiorizar o falhanço na abordagem aos outros? A falta de correcção? A cobardia? O egoísmo?
Incomoda muito saber que posso magoar quem não merece. Incomoda esta bolha na qual me meti e da qual me custa tanto sair. Das palavras vazias, que não acrescentam nada, apenas aumentam a sensação de desnorte.
Incomoda esta sensação de querer resolver tudo com abraços que parecem surgir como substitutos das palavras que não conseguimos arrancar cá de dentro.
Abraços que procuram iludir os silêncios que nos doem como facadas. Facadas egocêntricas que acima de tudo magoam os outros.

2 Comentários:

Anonymous Lídia disse...

A verdade é que isso aplica-se ao/à companheira e aos amigos...
É um sentimento (ou vários)generalista!

6:57 p.m.  
Anonymous Anónimo disse...

o silencio dos que não querem ser magoados...o lugar que se deixa a todas as dúvidas...desistencia ou falta de coragem?

1:47 p.m.  

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