Shame on me
Quem me conhece não hesita em atribuir-me como característica mais vincada, o traço inequívoco da ansiedade.
Nunca tal apontamente é feito como se de um elogio se pudesse tratar. O que eu percebo e aceito. E que faz o seu sentido.
Mas todos os afortunados que não foram premiados com este traço de personalidade, raramente compreendem a extensão ou os efeitos de tal "benção".
Aplicam o conceito automaticamente sem conhecer o seu alcance e os seus efeitos. Sem imaginar o quanto custa ultrapassar um ataque de pânico. Ou estar num sítio com a cabeça completamente ausente e a ideia persistente de que aquele momento vai acabar mais cedo ou mais tarde e assim sendo, pouca ou nenhuma utilidade tem. Ou não ser capaz de viver o que quer que seja sem o omnipresente temor da culpabilidade por algum gesto menos correcto: pelos pensamentos que não controlamos; pelos sonhos que não temos o condão de escolher ou por coisas tão insignificantes como as associações inconscientes que fazemos perante determinado cheiro, imagem ou som.
Ah claro... e há aqueles que certamente pensam que sou esquizofrénica. E a quem, ao contrário do que é hábito em mim, nem a mínima explicação consigo dar.

2 Comentários:
Arrisca-se a ser chamada á comissão de inquérito na AR. Eles andam á procura de um culpado...
Posso sempre declarar-me inimputável... ;)
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