terça-feira, novembro 10, 2009

4ª Mostra de Cinema Brasileiro



Sábado no São Jorge - e depois de ter falhado a edição de 2008 - voltei a deliciar-me com cinema brasileiro, na companhia da Princesa.
Não conhecia o trabalho do realizador Domingos de Oliveira ( que protagoniza os dois filmes) mas apesar da dificuldade na compreensão de algumas palavras e mesmo frases ( dicção cerrada, por vezes quase impossível de descortinar) gostei dos diferentes traços de sensibilidade de cada um.
O primeiro, Separações, retrata de uma forma que muitas vezes roça a comédia, a dicotomia de sentimentos da dinâmica nas relações. A loucura/desespero de alguém que pede "uma folga" para se aperceber mais tarde da asneira que fez.
As consequências que cada decisão tem na vida. Na nossa e na dos outros.
Memorizei uma frase que seria qualquer coisa como isto: " Se os ex-amantes não ficarem amigos, nada fará sentido".
A Juventude é um filme mais pesado. O reencontro de 3 amigos, jovens de espírito, que fazem uma espécie de balanço de vida. O que fizeram e o que fariam diferente. A hipocrisia masculina - que se pode dizer também sentido prático - patente numa das cenas finais: António tem um ataque cardíaco; enquanto recupera, avisa aos amigos: "se eu morrer diz p´ra Pink que ela foi a mulher da minha vida... se sobreviver liga pra Eugénia e diz que vou precisar de quem trate de mim".
A frase que mais gostei: "Acreditei e acredito até hoje que quando os corpos dos amantes se unem, a terra treme."

Fica o trailer do Juventude e um excerto do Separações.

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