Eu e as decisões
Ser Advogada não foi propriamente uma escolha. Foi mais uma consequência de não saber ao certo o que queria fazer na vida e sobretudo da necessidade parva de querer agradar/ não saber impor vontades.
Certo é que, terminado o "calvário" da FDUC, pareceu natural inscrever-me na Ordem dos Advogados e fazer o estágio. Achei que me ia tornar Penalista e que nunca mais na vida ia tocar em Direito Comercial, tal era a vontade de queimar o Código das Sociedades Comerciais quando fiz a oral de final de curso.
A Agregação terminou com um elogio às minhas capacidades jurídicas e uma série de incentivos ao futuro profissional. Recordo-me de sentir que aquela conversa praticamente não me aquecia nem arrefecia. Não direi que terá sido igual a elogiarem as massas espectaculares que cozinho mas, claramente, não me fez extravasar de orgulho.
Esta é já a terceira sociedade de advogados na qual trabalho. A maior e mais impessoal até hoje. O ritmo de trabalho é alucinante; o grau de exigência elevadíssimo; a carga horária diária deixa-nos completamente rebentadas/os. A compensação monetária no entanto, é outra conversa...
Tudo isso a somar à crescente deterioração do ambiente no Departamento (alimentada por egos insatisfeitos e muita mania ) conduziram a um estado de insatisfação generalizada.
E eu, tão boa a tomar decisões...pela primeira vez e realmente a sério, penso na hipótese de trabalhar sozinha. E até gosto da ideia.

2 Comentários:
confessa: u miss me! <3
Bem sabes que sim! :)
Quando arranca o nosso business???
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