A tradição
Em minha casa, hoje em dia e por enquanto, somos pouquinhos na Noite de Natal. Para mim, acaba por ser uma noite que sinto diferente, mas não tão especial quanto possivelmente aqueles que têm uma família grande sentem. De há uns anos para cá, a isto acresce o facto de os meus avós materno e paterno já não serem vivos. Fica no ar aquele silêncio estranho. Que faz sentir de forma ainda mais vincada a ausência daqueles de quem gostamos...
Este ano, quebrei aquela que é sem dúvida uma das tradições mais vivas aqui por casa: o presépio feito a quatro mãos: as minhas e as do meu pai. Posso inventar desculpas e dizer que este ano cheguei tarde; que já não dava para ir apanhar o musgo ou qualquer outra coisa mas, a verdade, é que não senti aquele impulso incontrolável de empilhar caixinhas e caixotes, cobri-los de musgo e espalhar as figurinhas, coleccionadas ao longo de já quase 30 anos. Pesa-me a consciência é certo, mas este ano, não havia mesmo espírito...
Pelo contrário, foi bom "recuperar" uma outra tradição: a do cafezinho da véspera de Natal no Lagar. Como sempre, eramos pouquinhos. Sentados numa mesa diferente e sem a habitual lareira acesa. Mas não faltaram os licores e o Jack Daniels. Soube bem.
E já agora, Feliz Natal!

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