Sexo dos anjos
O meu "neurologista / psicólogo / psiquiatra / confidente_das_neuras_mais_graves", disse-me numa das vezes em que lhe aterrei à frente desorientada de todo, que, por muito que queiramos, não controlamos os pensamentos.
O carácter óbvio da afirmação naturalmente não justifica que a mesma me tivesse ficado gravada na memória. Retive-a talvez pelo sorriso sarcástico com que a disse; típico de quem sabe onde estão as feridas alheias e qual o melhor caminho para chegar até elas.
Não me lembro da resposta imediata que lhe dei, mas muito provavelmente apenas sorri de volta.
Sei que durante uns minutos, divagámos um pouco acerca daquilo. Sem grandes conclusões pois discutir o que por natureza escapa ao controlo, andará muito próximo de discutir o sexo dos anjos.
Quando se liga o complicómetro, lembro-me sempre disto. Talvez seja efectivamente a única forma de justificar o que, por muito que se queira, não tem mesmo justificação.
O carácter óbvio da afirmação naturalmente não justifica que a mesma me tivesse ficado gravada na memória. Retive-a talvez pelo sorriso sarcástico com que a disse; típico de quem sabe onde estão as feridas alheias e qual o melhor caminho para chegar até elas.
Não me lembro da resposta imediata que lhe dei, mas muito provavelmente apenas sorri de volta.
Sei que durante uns minutos, divagámos um pouco acerca daquilo. Sem grandes conclusões pois discutir o que por natureza escapa ao controlo, andará muito próximo de discutir o sexo dos anjos.
Quando se liga o complicómetro, lembro-me sempre disto. Talvez seja efectivamente a única forma de justificar o que, por muito que se queira, não tem mesmo justificação.

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