Para além do óbvio
A expressão continua igual. Calma, irónica. Tranquilizadora.
Eu estou diferente. Mais calejada e mais lúcida.
Eu estou diferente. Mais calejada e mais lúcida.
Sentei-me na cadeira e ficámos frente a frente. Olhos nos olhos.
Deixei que as palavras saissem sem rodeios. Sem medo de juízos de valor ou puxões de orelhas. Não houve paternalismo. Não houve hipocrisia.
No final, uma paz que há muito não sentia. Meia dúzia de frases novas na cabeça.
A fragilidade posta de lado. A confirmação do que eu sempre soube. Que é demasiado apurado e que raramente me induz em erro.
Um sorriso de reconhecimento. Pouco para o bem que trouxe. Uma vontade imensa de agradecer, mas não saber como. Talvez a expressão nos meus olhos tenha conseguido transmitir o que não fui capaz de verbalizar quando me levantei e abri a porta.
Fraca, eu? Nunca.

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