I'm an absolute beginner
Eu agora podia pegar na música do Bowie e dedicar-me a uma grande dissertação acerca do que é isto de ser (ou de me sentir) absolute beginner.
Podia pôr-me para aqui a dizer que a esmagadora maioria das vezes não sei o que fazer perante determinada situação. Podia inclusivamente dizer que raras são as vezes em que concluo que fiz o que era certo. Se bem que o conceito de certo, para mim e nos dias de hoje, cada vez mais é indeterminado. Será certo ceder a impulsos? Será certo controlá-lo contra a minha natureza? Não sei.
Eu não sou uma pessoa especialmente ponderada ou racional. Sei que me guio (ou que me deixo guiar) por outros imperativos. Se são os certos? Também não sei. Sei que muitas vezes me magoo à grande.
Trabalho com uma pessoa que diz uma coisa fantástica: "relativamente às pessoas de quem gostamos, temos o dever de não as aleijar" - eu concordo. Acho que há um dever especial de cuidado. Uma obrigação maior. Acredito que nem sempre tenha cumprido esta obrigação. E em regra acho que as falhas que já tive, foram em relação a quem mais gosta de mim. A segurança do núcleo duro pode ter este efeito perverso de facilitismo. Uma la palissada.
Sei também que, graças aos meus imperativos emocionais, dou por mim a fazer coisas que muita gente acha inexplicável, ou difícil de compreender.
Não sou particularmente rancorosa. Não sou particularmente orgulhosa.
Sou idealista. Por norma acredito nas pessoas, ainda que a minha visão tendencialmente pessimista das coisas permita que as eventuais desilusões que sofra, não sejam verdadeiras surpresas. Sei perfeitamente onde estão as minhas falhas, ainda que nem sempre as admita. Sei perfeitamente as coisas que me movem e as que me são indiferentes. Sei o que deixava para trás sem hesitar. Sei o que me custa abrir mão das coisas que verdadeiramente têm significado. Sou inconstante nos estados de espírito e tenho picos de humor, o que pode dar a sensação de desequilíbrio. Mas acima de tudo, hoje em dia, sei ser sincera comigo.
Bom, mas os absolute beginners falam sem grande conhecimento de causa. E eu não sou excepção. :)
Podia pôr-me para aqui a dizer que a esmagadora maioria das vezes não sei o que fazer perante determinada situação. Podia inclusivamente dizer que raras são as vezes em que concluo que fiz o que era certo. Se bem que o conceito de certo, para mim e nos dias de hoje, cada vez mais é indeterminado. Será certo ceder a impulsos? Será certo controlá-lo contra a minha natureza? Não sei.
Eu não sou uma pessoa especialmente ponderada ou racional. Sei que me guio (ou que me deixo guiar) por outros imperativos. Se são os certos? Também não sei. Sei que muitas vezes me magoo à grande.
Trabalho com uma pessoa que diz uma coisa fantástica: "relativamente às pessoas de quem gostamos, temos o dever de não as aleijar" - eu concordo. Acho que há um dever especial de cuidado. Uma obrigação maior. Acredito que nem sempre tenha cumprido esta obrigação. E em regra acho que as falhas que já tive, foram em relação a quem mais gosta de mim. A segurança do núcleo duro pode ter este efeito perverso de facilitismo. Uma la palissada.
Sei também que, graças aos meus imperativos emocionais, dou por mim a fazer coisas que muita gente acha inexplicável, ou difícil de compreender.
Não sou particularmente rancorosa. Não sou particularmente orgulhosa.
Sou idealista. Por norma acredito nas pessoas, ainda que a minha visão tendencialmente pessimista das coisas permita que as eventuais desilusões que sofra, não sejam verdadeiras surpresas. Sei perfeitamente onde estão as minhas falhas, ainda que nem sempre as admita. Sei perfeitamente as coisas que me movem e as que me são indiferentes. Sei o que deixava para trás sem hesitar. Sei o que me custa abrir mão das coisas que verdadeiramente têm significado. Sou inconstante nos estados de espírito e tenho picos de humor, o que pode dar a sensação de desequilíbrio. Mas acima de tudo, hoje em dia, sei ser sincera comigo.
Bom, mas os absolute beginners falam sem grande conhecimento de causa. E eu não sou excepção. :)

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