terça-feira, setembro 25, 2007

CRC

Comecei o dia de trabalho na Conservatória do Registo Comercial.
Já ia a meio dos registo que me tinham levado lá, quando me lembrei de pedir uma cópia da certidão da cerâmica. Só por curiosidade, para ver se efectivamente estava tudo ok.

Cinco folhas de inscrições, averbamentos e anotações. Li-a de uma ponta à outra.
Óbitos, renúncias e cessões escarrapachadas no papel a frio.

Acontecimentos que marcaram a minha vida reduzidos a factos jurídicos.

O Direito é isto?

3 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Creio que misturas áreas diferentes e que sabes de antemão, que embora interligadas e com tendência a enterlaçarem-se confundindo-nos, não se misturam ou não se devem misturar...O eterno drama:razão vs coração.Porque é que quando devemos ser objectivos nos deixamos levar pela emoção?...a longa espera nos bancos (quando os há) de uma conservatória, leva-nos a pensamentos, muitas vezes, desnecessários...porque é que o que é claro nem sempre nos parece como tal?Ou porque é que tendemos a olhar o claro como se de uma névoa se tratasse?
Ah...somos humanos!
Porque é que em segundos a nossa ideia de que somos "grandinhos" e adultos e de que estamos preparados para tudo, cai por terra e nos deixa desarmados, inseguros, fracos, incapazes...
Ah...porque estamos vivos.
...
Não sei porque escrevi isto,ou porque me deixei levar pelas palavras...porém, encontro sentido em cada uma delas...perdi-lhes o rasto?Talvez!Subscrevia-as?Sem mais...
Até já...
Avestruz

4:49 p.m.  
Blogger L. disse...

O que escrevi hoje está carregado de uma saudade imensa do meu avô. E talvez de partes da minha infância inegavelmente ligadas a ele e à fábrica.
Ainda hoje me lembro do cheiro do barro acabado de cozer... as tardes de estudo (ah pois é...) na sala de trás do escritório... a mimosa grande à porta... o barulho que fazia a mesa de corte... o calor quase insuportável quando se abriam as portas do forno... as vagonas alinhadinhas de tijolo de 11 e de 15... :)

No papel, vi uma sequência de actos e factos.
E sim, cada dia que passa me convenço mais que o Direito é frio.
...

:)

5:09 p.m.  
Anonymous Anónimo disse...

Eu sabia que era isso que ía ouvir, estranharia se não me falavas disso, dessa recordações e são belas, diz lá que não são...foi isso que li no teu texto, saudade, nostalgia, carinho, foi no teu avô que eu pensei, era dele que falavas percebi nas primeiras linhas...
Ao mesmo tempo, saudades de um tempo em que tudo parecia tão melhor, pelo menos entiamo-nos mais protegidos...era diferente...outros tempos, uns vão, outros ficam, outros aparecem...quem fica deixa belas recordações, quem fica faz parte de nós...eles vão...eles levam-nos com eles...eles ficam...eles ficam pras empre nos nossos corações...e um gesto, um gesto basta para darmos por nós a sorrir enquanto os relembramos...
(supiro)...
Tu entendes-me...falham-me as palavras...sobram-me as recordações...doces recordações!!
A eles...tudo!!
avestruz

5:47 p.m.  

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